Enquanto planos cobrem 18 exames no Teste do Pezinho, SUS se limita a 7

O atendimento público cobre apenas os exames mais básico, como TSH, T4, PKU, 17 OH Progesterona, IRT, hemoglobinas e toxoplasmose IgM.

Orientado pelos médicos, o Teste do Pezinho é praticamente obrigatório fazer em todo recém-nascido, para detectar possíveis doenças, como anemia, deficiências que podem resultar em convulsões, fraqueza dos ossos, além de retardos mentais e outros problemas.

 

Através do sangue coletado do calcanhar do bebê, o laboratório faz uma bateria de exames de triagem das patologias. Contudo, enquanto pacientes de planos de saúde têm direito a até 18 exames, quem é atendido pelo SUS (Sistema único de Saúde) consegue apenas sete.

 

O atendimento público cobre apenas os exames mais básico, como TSH, T4, PKU, 17 OH Progesterona, IRT, hemoglobinas e toxoplasmose IgM.

 

Pela Cassems, são 16 exames e é preciso pagar uma taxa de R$ 10,50. Além dos 7 exames do SUS, o plano cobre ainda galactose, G6PD, biotinida, cromatografia, Doença de Chagas IgM, MSUD, sífilis IgM, rubéola, IgM e herpes IgM. A Unimed cobre, ao todo, 18 exames, sendo todos do pacote da Cassems, incluindo ainda os de citomegalovírus IgM e HIV.

 

Fora dos planos de saúde, o mesmo pacote custa R$ 175. O mais completo, que é feito somente no particular, cobre 55 exames e custa R$ 380.

 

Diante de tamanha diferença, a técnica de laboratório Luciana Batista Lopes, 30 anos, mãe de primeira viagem, lamenta que o SUS tenha uma cobertura tão limitada.

 

"Poderia ser melhor, me sinto prejudicada, pois não tenho condições de pagar o preço do pacote completo, afinal, é a vida do meu filho", reclama Luciana, mãe do pequeno Davi Lucas. Ela levou o filho para fazer o Teste do Pezinho com 4 dias de vida.

 

De acordo com a responsável do posto de coleta do Iped (Instituto de Pesquisa, Ensino e Diagnóstico) da Apae, Franciely Armada, o laboratório recebe, em média, 50 coletas por dia, de todo o Mato Grosso do Sul, para fazer os exames do teste do Pezinho, sendo a maioria de pacientes do SUS.

 

Segundo o presidente da Sociedade de Pediatria de Mato Grosso do Sul e do Conselho de Medicina do Estado, Alberto Cubel Brull Junior, o Teste do Pezinho é importante para identificar doenças raras e o percentual positivo é bem baixo, porém, se diagnosticadas com antecedência, pode evitar sequela ou piora.

 

Ele explica que o SUS seleciona as sete principais doenças, cujo número de resultado positivo é maior. "O ideal é que se fizesse o mais completo em todos os bebês, mas o dinheiro do sistema público é limitado, então, dentro do custo beneficio, é uma cobertura razoável", comenta Cubel.

 

Fonte:campograndenews.com.br

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