Nem o SUS é tão ruim, nem os planos de saúde tão bons

é comum a maioria da população reclamar do serviço prestado pelo SUS

Juntamente com a educação e a segurança, a saúde ocupa destacado lugar nas grandes preocupações da população brasileira, como um setor que não atende as necessidades mais prementes quando se necessita da prestação de um serviço médico hospital.

 

Décadas se vão em que esse tema jamais cai em desuso, pois ainda lá pelos anos 1970, século passado, já eram medidas recorrentes os ministros da saúde, às vezes em situações de mero marketing, visitarem em altas madrugadas, as intermináveis filas do então INPS e alardear que providências seriam tomadas, mas essas se foram mesmo efetivadas não tiveram qualquer efeito, pois a questão da saúde pública ainda se encontra calamitosa, preocupante e cada vez pior.

 

Se sempre que alguém trata em um artigo sobre esse tema, comum é que seja apenas para criticar, apontar os desmazelos, desorganização e total falta de respeito com os usuários de um serviço tão vital para todos, o que aqui agora não é diferente pois teço severas críticas só que pela falta de atendimento por plano de saúde ou mesmo particular conforme nos propusemos naquele momento, embora também eu abra espaço para elogiar a eficiência e zelo de alguns profissionais com os quais tivemos a oportunidade de estar recentemente.

 

Se comum é a maioria da população reclamar do serviço prestado pelo SUS não foi isso que a minha filha, Maira Fernandes Pereira de Barros encontrou na cidade de Itapuranga pois, tendo se sentido mal, na zona rural de Guaraíta, ela se deslocou até aquele município vizinho e, em hospital municipal encontrou qualidade, presteza e grande educação na profissional doutora Ana Paula Maranhão, num serviço que merece ser elogiado e ressaltado, porém ela não quis que ali se prosseguisse com o trabalho(uma curetagem em razão de um aborto involuntário), pois preferiu vir para Goiânia para ficar perto de mim e da sua mãe, no que se revelou um a decisão que lhe provocou uma via crucis até que conseguisse ser atendida.

 

Pois é, se em Itapuranga em um hospital municipal o atendimento alcançava aquilo que estava sendo buscado, quando chegamos a Goiânia, mesmo com dois planos de saúde em nome da paciente, ou mesmo com a tentativa de se receber um atendimento particular, somente após uma peregrinação por sete unidades médicas de maternidade e com o apoio do ginecologista, doutor Samir é que se conseguiu um atendimento que foi gentil e eficientemente prestado pelo doutor José Martins na maternidade Ela.

 

Depois dessa experiencia que não deixou de ser traumática pois minha filha permaneceu por quase um dia com fortes dores, isso por ter acreditado que aqui em Goiânia por estar mais próxima dos pais seria melhor do que no interior, patenteada ficou uma realidade que até então nela não acreditávamos, de que nos grandes centros, uma metrópole, acontecer das pessoas não contar com médicos de uma especialidade (Ginecologia) tão requerida, e não se encontrar presentes em nenhum dos maiores hospitais da área, o que não deixa de ser um fato muito preocupante, pois em casos de urgências com gravidades isso pode vir a ter consequências até mesmo funestas para os que nessa situação se encontrarem.

 

Fonte: www.dm.com.br

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